Ronco pode ser um dos indícios da apnéia do sono: doença que leva à morte
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SÃO
PAULO - Mais de 60% dos pacientes casados que entram no consultório do
médico Levon Mekhitarian Neto, otorrinolaringologista do Hospital Professor
Edmundo Vasconcelos, contam que não dormem mais no mesmo quarto que o
seu cônjuge. “Muitas vezes essa é a queixa principal que
leva uma pessoa a buscar tratamento para o ronco e a apnéia”, diz
o especialista.
Profissional
da equipe de distúrbios do sono no Hospital, Mekhitarian lembra que só
há bem pouco tempo a apnéia é tratada como doença.
“Aqui no hospital entendemos que é um problema de ordem multifatorial
e, portanto, merece ser tratado como tal”, diz o especialista.
Ele conta
que há até 20 anos o ronco era considerado uma conseqüência
da obstrução nasal. Só há cerca de 10 anos o paciente
com queixa de ronco é investigado no sentido de diagnosticar se sofre
de Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono – uma patologia
que, se não bem tratada, pode levar ao óbito.
No Edmundo
Vasconcelos, as pessoas com queixa do problema são avaliadas primeiramente
por um clínico geral. Caso ache necessário, o médico encaminha
o paciente para outras especialidades, como o gastroenterologista, o endocrinologista,
o otorrinolaringologista, o cardiologista e/ou um cirurgião buco-maxilo-facial.
As apnéias,
segundo o médico, são interrupções da respiração
por mais de 10 segundos. Indivíduos normais, durante o sono, podem apresentar
um número pequeno de apnéias. O problema reside naqueles que têm
cinco ou mais apnéias por hora. Ao longo dos anos, a tendência
é esse quadro se agravar, caso não seja tratado.
O ronco
é um dos sintomas da doença, assim como o sono intenso durante
o dia, pois significa que a pessoa não dormiu bem à noite, por
conta das interrupções respiratórias. O tratamento das
apnéias do sono varia conforme o caso, por isso a necessidade de uma
investigação profunda e realizada por diversos profissionais.
A terapêutica envolve normalmente, além de medicamentos, aparelhos
e até cirurgias.
Perder peso
e ingerir alimentos mais leves à noite são outras medidas que
também podem auxiliar a combater a apnéia do sono.
Serviço:
Para saber
mais sobre tratamentos e serviços do Hospital Prof. Edmundo Vasconcelos,
o interessado pode agendar consulta pelo telefone (11) 5080-4300 (não
há necessidade de encaminhamento médico) ou enviar mensagem através
do site: www.hospitaledmundovasconcelos.com.br
Agência
Brasileira de Notícias
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