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1 de agosto de 2010

Medcenter:: Notícia

 

Radiossensibilidade cromossômica pode ser usada como marcador para predisposição de câncer de cabeça e pescoço


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Pesquisadores belgas verificam que método é ainda mais eficaz em pacientes com câncer na cavidade oral e na faringe. O trabalho será publicado no British Journal of Cancer.

Pesquisadores do Departamento de Anatomia Humana, Embriologia, Histologia e Ciências Médicas e do Departamento de Radiação Oncológica, da Ghent University, na Bélgica, investigaram 101 pacientes com câncer de cabeça e pescoço. O objetivo do estudo foi verificar a existência de uma associação entre radiossensibilidade cromossômica e predisposição genética neste tipo de tumor. Para tanto, Ruyck e colegas compararam este grupo de pacientes com 75 indivíduos controles.

De acordo com o artigo que aguarda publicação no British Journal of Cancer, durante o ensaio de G(2), realizado para medir a radiossensibilidade cromossômica, os autores perceberam que pacientes com câncer de cabeça e pescoço têm estatisticamente maior número de cromátides quebradas por indução de radiação do que controles. Ao comparar 26% dos pacientes com câncer com 9% dos sujeitos saudáveis, os pesquisadores notaram que o número médio de quebras cromatídicas induzidas por radiação foi maior em pacientes com câncer em cavidade oral (1.26 quebras por células, 38%) e em pacientes com câncer de faringe (1.27 quebras por células, 35%). Eles afirmam que a diferença entre pacientes com câncer e sujeitos saudáveis foi mais pronunciada entre grupos de pacientes com 50 anos ou menos e não fumantes ou fumantes leves - 10 maços ou menos por ano.

Desta forma, os autores concluem que "radiossensibilidade cromossômica avançada é um marcador de predisposição genética de câncer de cabeça e pescoço, e a contribuição genética é maior para pacientes com câncer na cavidade oral e faringe e para pacientes com início precoce e não fumantes ou fumantes leves". 

Agência Notisa




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