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1 de agosto de 2010

Medcenter:: Notícia

 

Higiene bucal exige mais do que "superprodutos"


Untitled Document A grande oferta de produtos para higiene bucal vem criando a ilusão de que basta uma boa pasta e escova para ter dentes saudáveis. Os dentistas, porém, ressaltam a importância de orientação sobre o que serve para cada paciente e alertam: "super produtos" não substituem o capricho na hora da escovação.

Para evitar cáries, tártaro, mau hálito e problemas na gengiva, é necessário saber como fazer a higiene. E grande parte dos brasileiros ainda não sabe. Segundo dados de 2004 levantados pelo Ministério da Saúde, 13% dos adolescentes brasileiros nunca foram ao dentista, 20% da população já perdeu todos os dentes e 45% não têm acesso regular à escova.

"O que o paciente precisa entender é que a manipulação do fio e da escova são fundamentais", afirma a doutora em dentística pela Unicamp Claudia Cia Worschech. Segundo ela, as escovas devem ter cerdas do mesmo tamanho, serem macias e com a cabeça pequena. As pastas, devem ter, pelo menos, um pouco de flúor e abrasivo. E o fio dental é imprescindível. "Um adulto que escova corretamente os seus dentes e utiliza o fio dental, associado a um enxaguatório, certamente terá controlado o risco de desenvolver doenças como a cárie ou a doença periodontal [nas gengivas]."

Para saber se é o caso de usar pasta anti-tártaro ou para dentes sensíveis e como deve ser a escova certa para cada boca, o melhor é perguntar ao dentista, que deve ser consultado a cada seis meses. "É importante que cada um seja orientado pelo profissional que o atende", afirma o dentista e pesquisador da Unifesp Silvio Eduardo Duailibi.
Muitas vezes, as pessoas pensam que a boca está limpa, mas não está. "Você acaba relaxando um pouco. Começa a escovar, sente o gosto bom e automaticamente pára. E ainda sai sem culpa", conta.

Entre tantas opções de produtos, uma garantia para adquirir pastas, enxaguatórios, fios e escovas de qualidade é verificar quais têm o selo da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). "O mercado está protegido por este selo", diz o membro da ABO e conselheiro da Federação Dentária Internacional Roberto Vianna.

Mas será preciso comprar o mais sofisticado dos produtos para se proteger? Não necessariamente. "Até quando é de melhor qualidade, quando é "over'? Uma escova de cabeça pequena que vai a todas as regiões da boca, que tem cerdas de qualidade, não vai precisar ter uma sofisticação de cores, elétrica, risquinhas, cabo anatômico. Ela não vai precisar ter tudo isso porque isso é um "a mais'", explica Vianna.
Folha de São Paulo




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