Avaliação do Perfil de Saúde Bucal dos Funcionários de Indústrias Químicas Maria Cristina Brahemcha BOLDRINI Cirurgiã – Dentista
Aluna de Especialização
Dagmar de Paula Queluz ( dagmar@fop.unicamp.br ) - Cirurgiã-dentista, MSPH- Master of Sciences in Public Health - EUA;
- Doutora em Clínica Odontológica
RESUMO
O objetivo
desta pesquisa foi avaliar o perfil de funcionários de indústrias químicas
paulistas, para verificar a ocorrência de casos de cárie e doença periodontal
notificadas num período de tempo, a fim de proporcionar instrução, bem-estar
e saúde geral aos seus funcionários; justificando a necessidade de convênio
odontológico ou a presença de cirurgião-dentista na indústria. Abrangendo
299 casos selecionados aleatoriamente da totalidade dos casos notificados
nesse período foi feito um levantamento, utilizando como instrumento: questionário
e exame clínico. As variáveis analisadas foram: sexo, faixa etária, última
visita ao dentista, procura por tratamento de cárie e periodontal, extração
do primeiro molar, ausência de elementos dentais, indicação de exodontia e
prótese dental, procura por tratamento endodôntico. Após análise dos resultados
concluímos que os pesquisados são: na maioria do sexo masculino, na faixa
etária de 25 a 30 anos, retornam ao ambulatório odontológico a cada seis meses,
com baixa incidência de lesões de cárie ou eventualmente para a troca e /
ou polimento de alguma restauração, retornam ao ambulatório odontológico
para raspagem e / ou polimento, há predominância de casos de exodontia de
dois primeiros molares (29,43%) sendo que apenas 25,08% dos pesquisados não
extraíram nenhum primeiro molar, a média por funcionário de ausência de dentes
foi de 6,07 evidenciando a necessidade de prótese sendo a necessidade de
prótese parcial removível. Os dados evidenciam o baixo nível de saúde bucal
e a necessidade de maior educação e tratamento odontológico.
INTRODUÇÃO
1 - CARIOLOGIA
1.1 - CONCEITO E AGENTE ETIOLÓGICO
A cárie é presentemente reconhecida como uma doença infecto-contagiosa,
que resulta em uma perda localizada de miligramas de minerais dos dentes afetados,
causada por ácidos orgânicos provenientes de fermentação microbiana dos carboidratos
da dieta. Esta doença tem um caráter multifatorial e é, usualmente, crônica.
Seu aparecimento é dependente da interação de três fatores essenciais: o hospedeiro
- representado pelos dentes e saliva, a microbiota da região e a dieta consumida.
Para que a cárie possa ocorrer, estes fatores devem não apenas estar presentes,
mas também interagir em condições críticas, a saber: um hospedeiro com tecidos
suscetíveis (dentes), colonizado por uma microbiota com potencial cariogênico,
consumindo com freqüência uma dieta rica em sacarose. Destas condições, podem
desenvolver-se placas dominadas por bactérias cariogênicas e, após um certo
período de tempo, aparecem as lesões de cárie.
1.2 -
O CARÁTER INFECTO-CONTAGIOSO
Na década de 60, o caráter infecto-contagioso da cárie obteve a sua primeira
demonstração experimental com as investigações de Keyes. Este pesquisador
demonstrou que filhotes de hamsters, cujas mães haviam sido tratadas com antibiótico
durante o período de amamentação, não desenvolviam cáries, mesmo recebendo
uma dieta com grande potencial cariogênico. Esses filhotes “não contaminados”
só desenvolviam cáries quando engaiolados em contato com hamsters infectados,
ou com suas fezes, ou quando inoculados com material proveniente das placas
destes animais. Mais recentemente, demonstrou-se em humanos que as mães são
importantes fontes de transmissão de microrganismos cariogênicos para os seus
filhos e que uma formidável redução na incidência de cárie pode ser obtida
se a colonização das crianças pelos estreptococos do grupo mutans puder
ser prevenida ou reduzida ao tempo da erupção dos dentes decíduos e permanentes
(BARATIERI et al., 1991).
1.3 -
ELIMINAÇÃO OU REDUÇÃO DO AGENTE INFECCIOSO
A eliminação ou redução da infeção por estreptococos cariogênicos tem
sido obtida através de diferentes abordagens, a saber: (BARATIERI et al.,
1991; QUELUZ & CARMAGNANI, 1995; QUELUZ & LIMA, 1995; QUELUZ &
COELHO, 2000):
a. Controle dietético. A diminuição da ingestão
total de carboidratos ou a sua racionalização em termos de consistência,
teor de açúcar, horários adequados de consumo, representa uma das mais poderosas
armas para evitar o aparecimento de cáries dentárias. Cabe ao odontólogo a
responsabilidade de analisar a dieta de seus pacientes a fim de detectar fatores
representativos de comprometimento tanto da saúde bucal quanto da saúde geral.
b. Uso de substâncias antimicrobianas. A grande maioria dos estudos
demonstrou ser este um método altamente eficiente para a prevenção das cáries,
desde que empregado somente a pessoas altamente infectadas, aplicando o tempo
suficiente para eliminar ou reduzir substancialmente o número dos agressores,
e usar de testes bacteriológicos.
c. Flúor. O uso diário de um gel com fluoreto acidulado a 1,23%, durante
uma semana imediatamente após a colocação de restaurações em crianças que
apresentavam um quadro de cárie aguda na dentição decídua, reduziu significantemente
a proporção de estreptococos cariogênicos nas placas interproximais. A princípio,
o importante em termos de controle do processo de cárie é conseguir que o
paciente mantenha um regime de alta freqüência e baixa concentração de flúor
na cavidade bucal; assim, a associação de dentifrícios fluoretados mais bochechos
diários de NaF a 0,05% é efetiva no controle de cárie de pacientes de alto
risco, por exemplo, pacientes com bandas ortodônticas. Nestes mesmos pacientes
esta associação pode ser racionalmente substituída pela indicação do bochecho
diário de NaF a 0,2%, portanto, em função do risco aumenta-se a potência do
método mantendo-se a alta freqüência (QUELUZ, 1995; QUELUZ, 1996).
d. Clorexidina. É uma substância antibacteriana empregada com efeito
“antiplaca”. Bochechos com uma solução aquosa de clorexidina a 0,2%, duas
vezes ao dia, previnem a formação das placas.
1.4 –
PREVENÇÃO
A promoção de saúde bucal pode ser feita pelo controle da placa dental,
da dieta e pelo uso do flúor. Os principais métodos de prevenção da cárie
dental, com as indicações práticas para emprego a nível local, estão distribuídos
segundo os três responsáveis maiores pela sua utilização: o profissional,
o paciente e, por último, a instituição ou empresa que tem a seu cargo um
sistema de abrangência pública, como é o caso, por exemplo, das companhias
de abastecimento d’água e dos produtores de sal (QUELUZ & CARMAGNANI,
1995; QUELUZ & LIMA, 1995; PINTO, 1996; TODESCAN et al., 1996).
1.4.1 - Métodos
de uso profissional:
a. aplicações tópicas de flúor com gel, verniz, soluções fluoretadas
b. aplicação de selantes de fóssulas e fissuras
c. tratamento não operativo de lesões incipientes
1.4.2 - Métodos
de uso pessoal:
a. bochechos fluoretados
b. dentifrícios fluoretados
c. escovação adequada
d. controle de dieta
Boa vontade, cooperação e capacidade de persistência
da parte de cada indivíduo são condições “sine qua non” para que essa linha
alcance resultados, o que exige uma intensa e competente motivação das pessoas
e comunidades para que efetivamente pratiquem hábitos saudáveis em saúde bucal
com a regularidade exigida.
1.5 -
TRATAMENTO
O tratamento para indivíduos com uma manifestação clínica de atividade da
doença cárie compreende:
a. motivação
do paciente;
b. profilaxia;
c. remoção profissional da placa, aplicação profissional
de flúor e controle regular de acordo com a necessidade individual;
d. auto-aplicação tópica de flúor em indivíduos com várias lesões;
e. aconselhamento dietético;
f. substâncias químico-terapêuticas em pacientes de alta atividade de cárie;
g. selamento das superfícies que apresentam progressão da lesão durante o
tratamento.
O tratamento da doença cárie é sempre realizado através do controle da atividade
de doença. Procedimentos restauradores podem ser ou não componentes deste
tratamento. É importante ter em mente que mesmo em populações com alta prevalência
de cárie, e, naturalmente, com grande necessidade de procedimentos restauradores,
somente a implementação do tratamento restaurador não promove a saúde bucal
da população. O tratamento da doença cárie tem como objetivo estacionar ou
reduzir a velocidade de progressão da doença para manter as lesões a nível
subclínico e possibilitar que as lesões clinicamente identificáveis estacionem
(KRIGER et al., 1999).
2 - DOENÇA
PERIODONTAL
As doenças periodontais ocupam o segundo lugar em termos de prevalência de
problemas da cavidade bucal na população brasileira, sendo superadas apenas
pela cárie dental (PINTO, 1996).
2.1 -
ETIOLOGIA
Os fatores etiológicos da doença periodontal têm sido classificados em fatores
locais e fatores sistêmicos:
2.1.1 - fatores
locais causam inflamação, que é o principal processo patológico na doença
periodontal;
2.1.2 - fatores
sistêmicos controlam a reação tecidual aos fatores locais, de modo que o
efeito dos irritantes locais pode ser fortemente agravado por condições sistêmicas
desfavoráveis.
A placa bacteriana é necessária para iniciar a doença. Entretanto,
uma quantidade de placa pequena, mas variável, pode ser controlada pelos mecanismos
de defesa do corpo, resultando num equilíbrio entre agressão e defesa (CARRANZA
JR. et al., 1986).
Os fatores que favorecem o acúmulo de placa são:
a. cálculo;
b. restaurações inadequadas;
c. impactação alimentar;
d. escovação inadequada;
e. respiração bucal.
Ausência de placa visível.

2.2 -
PREVENÇÃO DE DOENÇAS PERIODONTAIS
Aos serviços locais de saúde bucal recomenda-se reforçar ao máximo possível
a área de educação em saúde, visando ajudar a cada indivíduo e a comunidade
a atingir, ao longo da vida, dois objetivos principais:
a. conservar uma dentição em nível funcional, o que significa a não realização
de extrações desnecessárias; e,
b. manter os tecidos gengivais e o periodonto hígidos.
Sob um ponto de vista prático, a prevenção das doenças periodontais deve ser
de uma responsabilidade de cada indivíduo, pela utilização de métodos de controle
da placa bacteriana dental conforme orientações recebidas da equipe de saúde
bucal (PINTO, 1996; TODESCAN et al., 1996; PALUMBO & QUELUZ, 2000).
2.3 -
TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS (KRIGER et al., 1999)
I Fase : tratamento da gengivite
controle da placa supragengival
definição do diagnóstico de periodontite
níveis de inserção clínica
sangramento e/ou supuração à sondagem
representação de cálculo e/ou placa subgengival
:
II Fase : tratamento da periodontite
raspagem e alisamento radicular subgengival
coadjuvantes químicos quando necessários
avaliação pós tratamento
manutenção periódica preventiva
 |
| Sondagem de bolsa periodontal |
| |
 |
| Representação esquemática da medida do sulco periodontal |
PROPOSIÇÃO
O objetivo desta pesquisa foi avaliar o perfil de funcionários
de indústrias química paulista, para verificar a ocorrência de casos de
cárie e doença periodontal notificadas de janeiro a dezembro de 1999; justificando
a necessidade de convênio odontológico ou a presença de cirurgião-dentista
na indústria. As variáveis consideradas para análise foram: sexo, faixa etária,
última visita ao dentista, procura por tratamento de cárie e periodontal,
extração do primeiro molar, ausência de elementos dentais, indicação de exodontia,
procura por tratamento endodôntico, indicação de prótese dental.
MATERIAL E MÉTODOS
A pesquisa foi realizada no período de janeiro a dezembro
de 1999 em indústrias químicas paulistas, abrangendo 299 casos, selecionados
aleatoriamente da totalidade dos casos notificados no período (CAMPOS et al.,
1998).
Foi obtida das autoridades locais e dos funcionários a permissão para desenvolver
a pesquisa. O levantamento dos dados foi feito pela cirurgiã-dentista, utilizando
como instrumento um questionário, conforme ficha - modelo.
Ficha - Modelo utilizada para a pesquisa:
|
AMBULATÓRIO
ODONTOLÓGICO
Sexo
Nasc.
Qual a principal queixa?
Quando foi a última visita
ao dentista?
As gengivas sangram durante
a escovação?
Já fez algum tipo de extração
dental?
Utiliza algum tipo de
prótese dental?
Se sim, há quanto tempo? |
Além da Ficha - Modelo foi realizado anamnese e exame
clínico intraoral em cada paciente dos 299 funcionários notificados na pesquisa.
RESULTADOS
E DISCUSSÃO
O programa EPI Info (DEAN et al. , 1990) que é um sistema de processamento
de texto de dados e estatística para epidemiologia foi utilizado na inserção
e análise dos dados.
FIGURA 1:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO O SEXO
(n=299).

A FIGURA 1 observamos entre os pesquisados, a maioria
é do sexo masculino num total de 283 homens, correspondendo a 94,65%.
FIGURA 2:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO
A FAIXA ETÁRIA (n =299) .

Na FIGURA 2 observamos que dentre os pesquisados a
faixa etária é predominantemente jovem, indicando que 80 casos (26,76%),
estão na faixa etária de 25 a 30 e, 74 casos (24,75%), estão na faixa etária
de 30 a 35. Sendo a idade média dos funcionários de 30 anos
TABELA 1:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO
A ÚLTIMA VISITA DO FUNCIONÁRIO AO AMBULATÓRIO ODONTOLÓGICO (n = 299)

Na TABELA 1 podemos observar que em um maior número dos 299 casos notificados,
90 deles ( 30,10% ), há uma freqüência maior de retorno ao ambulatório odontológico,
prevalecendo um período de 06 meses para a última visita ao dentista. Observamos
também que a média de últimas visitas dos funcionários ao ambulatório odontológico
foi de 14 meses.
TABELA 2:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A NECESSIDADE
DE TRATAMENTO DE CÁRIE DENTAL (n = 299)

Na TABELA 2 verificamos maior porcentagem em pacientes com menos lesões
de cárie - 93 casos (31,10%) apresentaram entre 1|__5 superfícies cariadas.
Observamos também que dos 299 casos, 139 casos (46,50%) não apresentaram
nenhuma necessidade de tratamento de cárie. A média de cáries por funcionário
foi de 2,90 , enquanto a média somente dos cariados foi de 5,49 por funcionário.
TABELA 3:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO
DOENÇA PERIODONTAL (n = 299)

De acordo com a TABELA 3, observamos que 131 pacientes ( 43,81% ) não
apresentam doenças periodontais (gengivas saudáveis); e, dos
168 casos portadores da doença periodontal ( 56,19% ), apenas 26 casos
são mais graves, necessitando de raspagem subgengival, curetagem e alisamento
radicular; os outros 142 casos ( 47,49% ) só necessitam de raspagem supragengival
e/ou polimento.
FIGURA 3:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO
EXTRAÇÃO DO PRIMEIRO MOLAR PERMANENTE (n = 299)

Na FIGURA 3 observamos que a predominância maior na
perda de dois dos primeiros molares está presente acentuadamente em 88 casos
(29,43%), seguido pelos 75 casos (25,08%) que não extraíram nenhum molar dos
06 anos. Total extraídos de dentes molares foi de 553, sendo que 224 funcionários
extraíram o primeiro molar.
TABELA 4:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A AUSÊNCIA
DE DENTES (n = 304)

Na TABELA 4 observamos uma maior porcentagem na perda de dentes no intervalo
de 1|___5, correspondendo a 111 casos de ausência ( 36,51% ). Podemos afirmar,
segundo os exames clínicos, que esta ausência decorre da indicação de terceiros
molares inclusos ou semi-inclusos e / ou pré- molares de pacientes ortodônticos.
Notamos também na TABELA acima que há um número alto de casos com ausência
de mais de 05 elementos dentais: nos intervalos entre 5|___10 e 10|___15
elementos dentais, somam-se também 111 casos notificados (36,51%). Os pacientes
que apresentaram dentição completa estão em 54 casos notificados (17,76% ).
Dos 304 funcionários, existe ausência de 1843 dentes, sendo a média por funcionário
de 6,07 dentes.
FIGURA 4:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO
A INDICAÇÃO POR EXODONTIA (n = 299)

Na FIGURA 4, notamos que 51 casos notificados (17,06%) necessitam de exodontia,
prevalecendo os molares em 27casos ( 9,03%).
FIGURA 5:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO
A NECESSIDADE POR TRATAMENTO ENDODÔNTICO (n = 299)

Na FIGURA 5 notamos que a incidência maior de tratamento endodôntico prevalece
a nível de molares com 32 casos notificados ( 10,70%), sendo que a expectativa
de tratamento endodôntico é de 49 dentes.
TABELA 5:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, PORTANDO
PRÓTESE DENTAL (n = 299)

TABELA 6:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO
A NECESSIDADE POR TRATAMENTO PROTÉTICO (n = 299)

Segundo as TABELAS 5 e 6 , podemos notar porcentagem acentuada na utilização
e indicação de próteses dentais do tipo parcial removível, sendo 30 casos correspondendo
a 10,03% dos que já a utilizam, enquanto um aumento significativo do
número, 129 casos notificados correspondendo a 43,14%, necessitam da confecção
de novas próteses.
CONCLUSÕES
Pelos dados obtidos através da pesquisa realizada em indústrias químicas,
concluímos que:
·
a maioria dos pesquisados são do sexo masculino e a idade média
é na faixa etária de 25 a 30 anos;
·
a maioria dos pesquisados retornam ao ambulatório odontológico
a cada seis meses em relação a última visita ao dentista;
·
a maioria dos pesquisados retornam ao ambulatório odontológico
com baixa incidência de lesões de cárie, ou eventualmente para a troca e /
ou polimento de alguma restauração;
·
em relação a procura por tratamento periodontal a maioria dos
pesquisados retornam ao ambulatório odontológico para uma simples raspagem
e / ou polimento;
·
há predominância de casos de exodontia de dois primeiros molares
(29,43%) sendo que apenas 25,08% dos pesquisados não extraíram nenhum primeiro
molar;
·
a média por funcionário de ausência de dentes foi de 6,07 evidenciando
a necessidade de prótese sendo a maioria de parcial removível.
·
Os dados evidenciam o baixo nível de saúde bucal e necessidade
de maior educação e tratamento odontológico.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Preventivos e Restauradores - 5ª ed. Rio de Janeiro: SANTOS, 1991.
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TODESCAN, F. F. et al. - Atualização
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Data de Publicação do Artigo:10 de Junho de 2003
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