Cirurgia T. B. M. F.


  Dentística

  Endodontia

  Estomatologia

  Implantodontia

  Informática

  Marketing

  Novas Terapias

  Oclusão

  Odont. Desportiva

  Odont. Legal

  Odont. Social

  Odontogeriatria

  Odontopediatria

  Ortodontia

  Pacientes Especiais

  Periodontia

  Prótese

  Radiologia


 












 
9 de fevereiro de 2010

Medcenter
:: CLÍNICA ODONTOLÓGICA E SEMIOLOGIA:: Artigo



Avaliação do Perfil de Saúde Bucal dos Funcionários de Indústrias Químicas

Maria Cristina Brahemcha BOLDRINI
Cirurgiã – Dentista
Aluna de Especialização

Dagmar de Paula Queluz  ( dagmar@fop.unicamp.br )
- Cirurgiã-dentista, MSPH- Master of Sciences in Public Health - EUA;
- Doutora em Clínica Odontológica



RESUMO

O objetivo desta pesquisa foi avaliar o perfil de  funcionários de indústrias químicas paulistas, para verificar a ocorrência de casos de cárie e doença periodontal notificadas num período de tempo, a fim de proporcionar instrução, bem-estar e saúde geral aos seus funcionários; justificando a necessidade de convênio odontológico ou a presença de cirurgião-dentista na indústria.  Abrangendo 299 casos selecionados aleatoriamente da totalidade dos casos notificados nesse período foi feito um levantamento, utilizando como instrumento: questionário e exame clínico.  As variáveis analisadas foram: sexo, faixa etária, última visita ao dentista, procura por tratamento de cárie e periodontal, extração do primeiro molar, ausência de elementos dentais, indicação de exodontia e prótese dental, procura por tratamento endodôntico. Após análise dos resultados concluímos que os pesquisados são: na maioria do sexo masculino, na faixa etária de 25 a 30 anos, retornam ao ambulatório odontológico a cada seis meses,  com baixa incidência de lesões de cárie ou eventualmente para a troca e / ou polimento de alguma restauração,  retornam ao ambulatório odontológico para raspagem e / ou polimento, há predominância de casos de exodontia de dois primeiros molares (29,43%) sendo que apenas 25,08% dos pesquisados não extraíram nenhum primeiro molar, a média por funcionário de ausência de dentes foi de 6,07 evidenciando  a necessidade de prótese sendo a necessidade de prótese parcial removível.  Os dados evidenciam o baixo nível de saúde bucal e a necessidade de maior educação e tratamento odontológico.

INTRODUÇÃO

1 - CARIOLOGIA  

1.1 -  CONCEITO E AGENTE ETIOLÓGICO

A cárie é presentemente reconhecida como uma doença infecto-contagiosa, que resulta em uma perda localizada de miligramas de minerais dos dentes afetados, causada por ácidos orgânicos provenientes de fermentação microbiana dos carboidratos da dieta. Esta doença tem um caráter multifatorial e é, usualmente, crônica. Seu aparecimento é dependente da interação de três fatores essenciais: o hospedeiro - representado pelos dentes e saliva, a microbiota da região e a dieta consumida. Para que a cárie possa ocorrer, estes fatores devem não apenas estar presentes, mas também interagir em condições críticas, a saber: um hospedeiro com tecidos suscetíveis (dentes), colonizado por uma microbiota com potencial cariogênico, consumindo com freqüência uma dieta rica em sacarose. Destas condições, podem desenvolver-se  placas dominadas por bactérias cariogênicas e, após um certo período de tempo, aparecem as lesões de cárie.

1.2 - O CARÁTER INFECTO-CONTAGIOSO

Na década de 60, o caráter infecto-contagioso da cárie obteve a sua primeira demonstração experimental com as investigações de Keyes. Este pesquisador demonstrou que filhotes de hamsters, cujas mães haviam sido tratadas com antibiótico durante o período de amamentação, não desenvolviam cáries, mesmo recebendo uma dieta com grande potencial cariogênico. Esses filhotes “não contaminados” só desenvolviam cáries quando engaiolados em contato com hamsters infectados, ou com suas fezes, ou quando inoculados com material proveniente das placas destes animais. Mais recentemente, demonstrou-se em humanos que as mães são importantes fontes de transmissão de microrganismos cariogênicos para os seus filhos e que uma formidável redução na incidência de cárie pode ser obtida se a colonização das crianças pelos estreptococos do grupo mutans puder ser prevenida ou reduzida ao tempo da erupção dos dentes decíduos e permanentes (BARATIERI  et al., 1991).

1.3 - ELIMINAÇÃO OU REDUÇÃO DO AGENTE INFECCIOSO

A eliminação ou redução da infeção por estreptococos cariogênicos tem sido obtida através de diferentes abordagens, a saber: (BARATIERI  et al., 1991; QUELUZ & CARMAGNANI, 1995; QUELUZ & LIMA, 1995; QUELUZ & COELHO, 2000):

a. Controle dietético. A diminuição da ingestão total de carboidratos ou a sua racionalização  em  termos de consistência, teor de açúcar,  horários adequados de consumo, representa uma das mais poderosas armas para evitar o aparecimento de cáries dentárias. Cabe ao odontólogo a responsabilidade de analisar a dieta de seus pacientes a fim de detectar fatores representativos de comprometimento tanto da saúde bucal quanto da saúde geral.

b. Uso de substâncias antimicrobianas. A grande maioria dos estudos demonstrou ser este um método altamente eficiente para a prevenção das cáries, desde que empregado somente a pessoas altamente infectadas, aplicando o tempo suficiente para eliminar ou reduzir substancialmente o número dos agressores, e usar de testes bacteriológicos.

c. Flúor. O uso diário de um gel  com fluoreto acidulado a 1,23%, durante uma semana imediatamente após a colocação de restaurações em crianças que apresentavam um quadro de cárie aguda na dentição decídua, reduziu significantemente a proporção de estreptococos cariogênicos nas placas interproximais.  A princípio, o importante em termos de controle do processo de cárie é conseguir que o paciente mantenha um regime de alta freqüência  e baixa concentração de flúor na cavidade bucal; assim, a associação de dentifrícios fluoretados mais bochechos diários de NaF a 0,05% é efetiva no controle de cárie de pacientes de alto risco, por exemplo, pacientes com bandas ortodônticas. Nestes mesmos pacientes esta associação pode ser racionalmente substituída pela indicação do bochecho diário de NaF a 0,2%, portanto, em função do risco aumenta-se a potência do método mantendo-se a alta freqüência (QUELUZ, 1995; QUELUZ, 1996).

d. Clorexidina. É uma substância antibacteriana empregada com efeito “antiplaca”.  Bochechos com uma solução aquosa de clorexidina a 0,2%, duas vezes ao dia, previnem a formação das placas.

1.4 – PREVENÇÃO

A promoção de saúde bucal pode ser feita pelo controle da placa dental, da dieta e pelo uso do flúor. Os principais métodos de prevenção da cárie dental, com as indicações práticas para emprego a nível local, estão distribuídos segundo os três responsáveis maiores pela sua utilização: o profissional, o paciente e, por último, a instituição ou empresa que tem a seu cargo um sistema de abrangência pública, como é o caso, por exemplo, das companhias de abastecimento d’água e dos produtores de sal (QUELUZ & CARMAGNANI, 1995; QUELUZ & LIMA, 1995; PINTO, 1996; TODESCAN et al., 1996).

1.4.1 - Métodos de uso profissional:

a. aplicações tópicas de flúor com gel, verniz, soluções fluoretadas

b. aplicação de selantes de fóssulas e fissuras

c. tratamento não operativo de lesões incipientes

1.4.2 - Métodos de uso pessoal:

a. bochechos fluoretados

b. dentifrícios fluoretados

c. escovação adequada

d. controle de dieta

Boa vontade, cooperação e capacidade de persistência da parte de cada  indivíduo são condições “sine qua non” para que essa linha alcance resultados, o que exige uma intensa e competente motivação das pessoas e comunidades para que efetivamente pratiquem hábitos saudáveis em saúde bucal com a regularidade exigida.

1.5 - TRATAMENTO

O tratamento para indivíduos com uma manifestação clínica de atividade da doença cárie compreende:

a. motivação do paciente;

b. profilaxia;

c.  remoção profissional da placa, aplicação profissional de flúor e controle regular de acordo com a necessidade individual;

d.   auto-aplicação tópica de flúor em indivíduos com várias lesões;

e.   aconselhamento dietético;

f.   substâncias químico-terapêuticas em pacientes de alta atividade de cárie;

g.  selamento das superfícies que apresentam progressão da lesão durante o tratamento.

O tratamento da doença cárie é sempre realizado através do controle da atividade de doença.  Procedimentos restauradores podem ser ou não componentes deste tratamento. É importante ter em mente que mesmo em populações com alta prevalência de cárie, e, naturalmente, com grande necessidade de procedimentos restauradores, somente a implementação do tratamento restaurador não promove a saúde bucal da população. O tratamento da doença cárie tem como objetivo estacionar ou reduzir a velocidade de progressão da doença para manter as lesões a nível subclínico e possibilitar que as lesões clinicamente identificáveis estacionem (KRIGER et al., 1999).

2 - DOENÇA PERIODONTAL

As doenças periodontais ocupam o segundo lugar em termos de prevalência de problemas da cavidade bucal na população brasileira, sendo superadas apenas pela cárie dental (PINTO, 1996).

2.1 - ETIOLOGIA

Os fatores etiológicos da doença periodontal têm sido classificados em fatores locais e fatores sistêmicos:

2.1.1 - fatores locais causam inflamação, que é o principal processo patológico na doença periodontal;

2.1.2 - fatores sistêmicos controlam a reação tecidual  aos fatores locais, de modo que o efeito dos irritantes locais pode ser fortemente agravado por condições sistêmicas desfavoráveis.    

A placa bacteriana é necessária para iniciar a doença. Entretanto, uma quantidade de placa pequena, mas variável, pode ser controlada pelos mecanismos de defesa do corpo, resultando num equilíbrio entre agressão e defesa (CARRANZA JR. et al., 1986).

Os fatores que favorecem o acúmulo de placa são:

a. cálculo;

b. restaurações inadequadas;

c. impactação alimentar;

d. escovação inadequada;

e. respiração bucal.

Ausência de placa visível.

2.2 - PREVENÇÃO DE DOENÇAS PERIODONTAIS

Aos serviços locais de saúde bucal recomenda-se reforçar ao máximo possível a área de educação em saúde, visando ajudar a cada indivíduo e a comunidade a atingir, ao longo da vida, dois objetivos principais:

a.  conservar uma dentição em nível funcional, o que significa a não realização de extrações desnecessárias; e,

b.  manter os tecidos gengivais e o periodonto hígidos.

Sob um ponto de vista prático, a prevenção das doenças periodontais deve ser de uma responsabilidade de cada indivíduo, pela utilização de métodos de controle da placa bacteriana  dental conforme orientações recebidas da equipe de saúde bucal (PINTO, 1996; TODESCAN et al., 1996; PALUMBO & QUELUZ, 2000).

 

2.3 - TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS (KRIGER et al., 1999)

I  Fase :     tratamento da gengivite

                 controle da placa supragengival

                 definição do diagnóstico de periodontite

                  níveis de inserção clínica

                  sangramento e/ou supuração à sondagem

                  representação de cálculo e/ou placa subgengival

:

II  Fase :   tratamento da periodontite

                 raspagem e alisamento radicular subgengival

                 coadjuvantes químicos quando necessários

                 avaliação pós tratamento

                 manutenção periódica preventiva

Sondagem de bolsa periodontal
 
Representação esquemática da medida do sulco periodontal

PROPOSIÇÃO

O objetivo desta pesquisa foi avaliar o perfil de funcionários de indústrias química paulista,   para verificar a ocorrência de casos de cárie e doença periodontal notificadas de janeiro a dezembro de 1999; justificando a necessidade de convênio odontológico ou a presença de cirurgião-dentista na indústria. As variáveis consideradas para análise foram: sexo, faixa etária, última visita ao dentista, procura por tratamento de cárie e periodontal, extração do primeiro molar, ausência de elementos dentais,  indicação de exodontia, procura por tratamento endodôntico, indicação de prótese dental.

MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi realizada  no período de janeiro a dezembro de 1999 em indústrias químicas paulistas, abrangendo 299 casos, selecionados aleatoriamente da totalidade dos casos notificados no período (CAMPOS et al., 1998).

Foi obtida das autoridades locais e dos funcionários a permissão para desenvolver a pesquisa.  O levantamento dos dados foi feito pela cirurgiã-dentista, utilizando como instrumento um questionário, conforme ficha - modelo.

Ficha - Modelo utilizada para a pesquisa:

AMBULATÓRIO  ODONTOLÓGICO

Sexo

Nasc.

Qual a principal queixa?

Quando foi a última visita ao dentista?

As gengivas sangram durante a escovação?

Já fez algum tipo de extração dental?

Utiliza algum tipo de prótese dental?

Se sim, há quanto tempo?

Além da Ficha - Modelo foi realizado anamnese e exame clínico intraoral em cada paciente dos 299  funcionários notificados na pesquisa.


RESULTADOS E DISCUSSÃO

          O programa EPI Info  (DEAN et al. , 1990) que é um sistema de processamento de texto de dados e estatística para epidemiologia foi utilizado na inserção e  análise dos dados.

FIGURA 1:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO O SEXO (n=299).

A FIGURA 1 observamos entre os pesquisados, a maioria é do sexo masculino num total de 283 homens, correspondendo a 94,65%.


FIGURA 2:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A FAIXA ETÁRIA  (n =299) .

Na FIGURA 2  observamos que dentre os pesquisados a faixa etária é  predominantemente jovem, indicando que   80 casos (26,76%), estão na faixa etária de 25 a 30  e,  74 casos (24,75%), estão na faixa etária de 30 a 35.   Sendo a idade média dos funcionários de 30 anos


TABELA 1:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A ÚLTIMA VISITA DO FUNCIONÁRIO AO AMBULATÓRIO ODONTOLÓGICO (n = 299)

Na TABELA 1 podemos observar que em um maior número dos 299 casos notificados, 90 deles ( 30,10% ), há uma freqüência maior de retorno ao ambulatório odontológico, prevalecendo um período  de 06 meses para a  última visita ao dentista.  Observamos também que a média de  últimas  visitas dos funcionários ao ambulatório odontológico foi de 14 meses.  

TABELA 2:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A NECESSIDADE DE TRATAMENTO DE CÁRIE DENTAL  (n = 299)

Na TABELA 2 verificamos maior porcentagem em pacientes com menos lesões de cárie - 93 casos (31,10%) apresentaram entre 1|__5 superfícies cariadas. Observamos também que dos 299 casos, 139 casos (46,50%)  não apresentaram nenhuma necessidade de tratamento de cárie.  A média de cáries por funcionário foi de 2,90  , enquanto a média somente dos cariados foi de 5,49 por funcionário.

TABELA 3:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO DOENÇA PERIODONTAL (n = 299)

De acordo com a TABELA 3, observamos que 131 pacientes ( 43,81% ) não apresentam doenças periodontais (gengivas saudáveis);  e, dos 168 casos portadores da doença periodontal ( 56,19% ), apenas 26 casos são mais graves, necessitando de raspagem subgengival, curetagem e alisamento radicular; os outros 142 casos  ( 47,49% ) só necessitam de raspagem supragengival e/ou polimento.

FIGURA 3:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO EXTRAÇÃO DO PRIMEIRO MOLAR PERMANENTE  (n = 299)

Na FIGURA 3 observamos que a predominância maior na perda de dois dos primeiros molares está presente acentuadamente em 88 casos (29,43%), seguido pelos 75 casos (25,08%) que não extraíram nenhum molar dos 06 anos. Total extraídos de dentes molares foi de 553, sendo que 224 funcionários extraíram o primeiro molar.


TABELA 4:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A AUSÊNCIA DE DENTES  (n = 304)

Na TABELA  4  observamos uma maior porcentagem  na perda de dentes no intervalo de 1|___5, correspondendo a 111 casos de ausência ( 36,51% ).  Podemos afirmar, segundo os exames clínicos, que esta ausência decorre da indicação de terceiros molares inclusos ou semi-inclusos e / ou pré- molares de pacientes ortodônticos.

Notamos também na TABELA  acima que há um número alto de casos com ausência de mais de 05 elementos dentais:  nos intervalos entre 5|___10 e 10|___15 elementos dentais, somam-se também 111 casos notificados (36,51%). Os pacientes que apresentaram dentição completa estão em 54 casos notificados (17,76% ). Dos 304 funcionários, existe ausência de 1843 dentes, sendo a média por funcionário de 6,07 dentes.


FIGURA 4:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A INDICAÇÃO POR EXODONTIA (n = 299)

Na FIGURA 4, notamos que 51 casos notificados (17,06%) necessitam de exodontia, prevalecendo  os molares em 27casos ( 9,03%).

FIGURA 5:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A NECESSIDADE  POR TRATAMENTO ENDODÔNTICO  (n = 299)

Na FIGURA 5 notamos que a incidência maior de tratamento endodôntico prevalece a nível de molares com 32 casos notificados ( 10,70%), sendo que a expectativa de tratamento endodôntico é de 49 dentes.

TABELA 5:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, PORTANDO PRÓTESE DENTAL  (n = 299)

TABELA 6:
DISTRIBUIÇÃO POR NÚMERO E PORCENTAGEM DOS CASOS PESQUISADOS, SEGUNDO A NECESSIDADE POR TRATAMENTO PROTÉTICO (n = 299)

Segundo as TABELAS 5 e 6 ,  podemos notar porcentagem acentuada na utilização e indicação de próteses dentais do tipo parcial removível, sendo 30 casos correspondendo a 10,03% dos que já a utilizam, enquanto um aumento  significativo do número, 129 casos  notificados correspondendo a 43,14%, necessitam da confecção de novas próteses.

 

CONCLUSÕES

Pelos dados obtidos através da pesquisa realizada em indústrias químicas, concluímos que:

· a maioria dos pesquisados são do sexo masculino e a idade média é na faixa etária de 25 a 30 anos;

· a maioria dos pesquisados retornam ao ambulatório odontológico a cada seis meses em relação a última visita ao dentista;

· a maioria dos pesquisados retornam ao ambulatório odontológico com baixa incidência de lesões de cárie, ou eventualmente para a troca e / ou polimento de alguma restauração;

· em relação a procura por tratamento periodontal a maioria dos pesquisados retornam ao ambulatório odontológico para uma simples raspagem e / ou polimento;

· há  predominância de casos de exodontia de dois primeiros molares (29,43%) sendo que apenas 25,08% dos pesquisados não extraíram nenhum primeiro molar; 

· a média por funcionário de ausência de dentes foi de 6,07 evidenciando  a necessidade de prótese sendo a maioria de parcial removível.

· Os dados evidenciam o baixo nível de saúde bucal e necessidade de maior educação e tratamento odontológico.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARATIERI, L.N. et al. - Procedimentos Preventivos e Restauradores  - 5ª ed. Rio de Janeiro: SANTOS, 1991.

CAMPOS, J. Q. et al. - Pesquisa de Campo na Administração de Saúde - 2ª ed. São Paulo: JOTACÊ,1998.

CARRANZA JR., F.A. et al - Periodontia Clínica de Glickman - 5ª ed. Rio de Janeiro: GUANABARA, 1986.

DEAN, A.G. et. al. EPI INFO – version 5: a word processing, database, and statistics programm for epidemiology on microcomputers. Georgia, USD, Incorpored Stone Mountain, 1990.

KRIGER, L. et al. - Promoção de Saúde Bucal - 2ª ed. São Paulo:            ARTES MÉDICAS, 1999.

PALUMBO, A . &  QUELUZ, D.P. Integração do odontológo no serviço de saúde em uma equipe multidisciplinar. JAO. Ano III, 19,  p. 40-46, 2000.

PINTO, V.G. - A Odontologia no Município - 1ª ed. Porto Alegre, R.S., 1996.

QUELUZ, D.P. Conhecimento do flúor na prevenção de cárie dentária em escolares. RGO, Porto Alegre, v.43, n.3, p. 167-170, 1995.

________& CARMAGNANI, F.G. Hábitos de higiene bucal em alunos de escola pública. p. 243. (Apresentado na Jornada Odontológica de Piracicaba, 1995).

________. & LIMA, Y.B.O. A importância de programas preventivos educativos para a promoção da saúde bucal. p. 244. (Apresentado a Jornada Odontológica de Piracicaba, 1995).

________. Comparative study among three schools in relation to knowledge about fluoride prevention among schoolchildren. J. dent. Res., Washington, v.75, n.5, p. 1110, 1996.

________& COELHO, L.C.G. Níveis de conscientização sobre prevenção de saúde bucal em profissionais da área da saúde. JAO. Ano III, 19, p. 30-36, 2000.

TODESCAN, F. F. et al. - Atualização na Clínica Odontológica - 1ª ed. São Paulo: ARTES MÉDICAS,1996.




Data de Publicação do Artigo:

10 de Junho de 2003





Confira também artigos atualizados nas especialidades abaixo:

  

Medcenter Medscape


Anestesiologia Cardiologia Endocrinologia & Diabetes
Gastroenterologia Ginecologia & Obstetrícia Medicina Intensiva
Medicina Interna Neurologia Oftamologia
Oncologia Pediatria Pneumologia
Psiquiatria Reumatologia Outras Especialidades

 



 
 

Odontologia.com.br - 1997 - 2008 - Todos os direitos reservados