O controle de infecção na Odontologia - Guia prático e avaliação Gustavo Kreuzig Bastos ( gustavo.bastos@odontologia.com.br ) - Especialista em Odontopediatria pela UFRJ
Apesar do comprovado risco de contágio da hepatite B, HIV, herpes e tuberculose entre outras doenças, os dentistas em geral ainda não tem se mostrado eficazes e eficiêntes no controle de infecção antes, durante e após atendimento. É objetivo deste trabalho relatar as técnicas hoje disponíveis para evitar a infecção cruzada no consultório, protegendo assim não só dentista, como também seus auxiliares, pacientes e familiares. Ao final do trabalho, em anexo, é proposta uma pequena avaliação dos conhecimentos do dentista e sua equipe a respeito do tema.
O Controle de infecção na Odontologia: Guia prático e avaliação
1.
Introdução
O
controle de infecção e a biosegurança são temas de grande importância para
a prática odontológica, e vêm despertando nos últimos anos maior interesse
em virtude principalmente do avanço da epidemia AIDS. Os profissionais de saúde
se encontram em um conflito no que diz respeito a preocupação em suprir as
necessidades de seus pacientes e, por outro lado, a preocupação em não se
contaminar pelos mesmos. Somado a este dilema existe ainda o risco de infecção
pela hepatite B, a mais preocupante das doenças infecto-contagiosas entre os
profissionais de saúde. A infeçção pelo HBV pode levar ao desenvolvimento de
enfermidades gravíssimas e muitas vezes até a morte. Aproximadamente 18.000
profissionais são infectados pelo vírus todos os anos somente nos EUA. De
acordo com o CDC-USA a infecção pelo HBV resulta em um total de 600 internações
e 200 mortes de profissionais ligados à área de saúde todos os anos18.
Em
estudos recentes percebe-se que existe pouco domínio do assunto por parte da
comunidade acadêmica do Brasil e de outros países 6,12,14,17.FERREIRA5
relata, que pacientes infectados pelo HIV ou HBV estão associados à uma menor
disposição de tratamento por alunos de graduação da UFRJ.
Em
recente pesquisa com dentistas de serviços público e privado da Suécia foi
avaliada a utilização de luvas durante o tratamento odontológico. Os
resultados mostraram que 76% dos dentistas de serviço público e 29% dos de
serviço privado usavam luvas regularmente para todos os pacientes8.
Em outra pesquisa realizada nos EUA, 95,3% dos dentistas disseram ter alterado
algum aspecto de suas medidas de controle de infecção nos últimos anos. Do
total, 85,9% usavam luvas rotineiramente, 77,9% óculos de proteção e 45,6% máscaras3.
Em
estudos desenvolvidos junto a pacientes na Inglaterra e no Texas, EUA,
mostrou-se que existe aceitação pelos pacientes das práticas de controle de
infecção do local de atendimento, qualquer que sejam estas. Demonstrou-se também
que durante o tratamento, após a primeira consulta, a utilização de máscara
e luvas diminuiu1,9,10.
Percebe-se
hoje em dia um grande interesse com relação ao controle de infeção por parte
dos dentistas e demais profissionais da área de saúde. Centenas de trabalhos são
apresentados a cada ano em diferentes congressos, jornais, revistas e livros.
Apesar de serem enormes as fontes de informação, e talvez por razão disto,
persistem ainda muitas dúvidas e preocupações a respeito da correta aplicação
das medidas de controle de infecção na clínica. É de fundamental importância
ampla campanha de esclarecimento junto aos profissionais e estudantes de modo a
melhorar conhecimentos, atitudes e procedimentos de controle de infecção2,3,4,5,7,11,13,14,15,16.
2.
Princípios e Fundamentos do Controle de Infecção
O
controle de infecção é baseado em princípios e barreiras que impedirão a
contaminação dos pacientes e dos profissionais de saúde. Apesar de ser
simples, criar um rotina de controle de infecção envolverá toda a equipe
participante do atendimento do paciente, principalmente no que diz respeito ao
conhecimento das normas a serem seguidas. O conhecimento dos princípios e
fundamentos a respeito do controle de infecção são de fundamental importância
no momento de tomar decisões no consultório dentário18.
O
Processo de Contaminação
A
maneira pela qual ocorre a contaminação de uma pessoa para outra é chamada de
processo de contaminação. Este processo envolve a existência de três
componentes:
1.
o agente
2.
o hospedeiro
3.
o meio de transmissão
Todos
os três componentes são fundamentais para existir a contaminação de uma
pessoa para outra. Quando algum destes não está presente a cadeia é quebrada
e a possibilidade de infecção é eliminada
O
Agente
É
qualquer microorganismo capaz de causar uma infecção. Estes microorganismos são
chamados de patógenos. Agentes patógenos são vírus, bactérias, fungos e
protozoários. Existem agentes patógenos que somente sobrevivem em sangue, como
o HBV (Hepatite B) e HIV (AIDS). Os agentes que causam maior preocupação aos
dentistas são aqueles que vivem em sangue.
Hospedeiro
É
qualquer indivíduo que não apresenta resistência a determinado patógeno. São
muitos os fatores que influenciam na maior ou menor susceptibilidade de um
hospedeiro, tais como: hereditariedade, estado nutricional, uso de medicamentos
e imunização entre outros. Por exemplo, um indivíduo com nutrição
inadequada pode ser mais susceptivel ao desenvolvimento de determinada infecção
que outro com nutrição adequada. Medicamentos como esteróides ou
quimioterapia podem aumentar a susceptibilidade ao desenvolvimento de doenças.
O estado de imunização de um indivíduo também é importante. Indivíduos
imunizados para poliomielite, sarampo, hepatite B podem eliminar qualquer chance
de infecção.
Meio
de Transmissão
É
aquele pelo qual 1 agente é transmitido a um hospedeiro. A maioria dos agentes
são transmititos por contato, inalação ou através de um veículo tal como
alimentos ou água
A
transmissão por contato é aquela que acontece por meio de contato direto, tal
como o sangue em contato com uma ferida, ou por contato indireto através de
algum objeto intermediário que esteja contaminado.
Existe
também a contaminação através de goticulas produzidas em espirros, tosse ou
em procedimentos odontológicos.
Nos
casos de transmissão pelo ar, os microorganismos ficam suspensos no ar por
longos períodos de tempo podendo assim serem inalados. Os vírus que vivem em
sangue como o HBV e HIV não são transmitidos pelo ar. A tuberculose e o
sarampo são exemplos de doenças que podem ser transmitidas pelo ar.
Quando
da transmissão por um veículo, algo contaminado (água, alimento ou sangue)
transfere o agente patógeno a outro indivíduo. O sangue é o agente de
transmissão relevante para o HIV e HBV. Um mililitro de sangue contaminado contém
aproximadamente 100.000.000 de HBVs e 100 HIVs. O HBV também pode ser
transmitido pela saliva. Até o momento não existe estudo epidemiológico
consistente que prove a transmissão do HIV pela saliva. Entretanto, como a
saliva é constantemente contaminada por sangue durante procedimentos odontológicos,
é prudente tomar todas as precauções para minimizar qualquer contato com
saliva contaminada18.
Exposição
à Microorganismos Patógenos
A
exposição à saliva e sangue pode ocorrer de diversas maneiras:
1.
exposição parenteral (ocorre como resultado de perfuração da pele por
agulhas e instrumentos cortantes)
2.
contato com mucosas
3.
contato com feridas e abrasões da pele
Estudos
epidemiológicos mostram que a exposição parenteral é a de maior risco no que
diz respeito à infecão. A transmissão do HBV e HIV após exposição
parenteral já foi relatada na literatura. Baseado em estudos com profissionais
da área de saúde, o risco de contaminação pelo HBV após perfuração por
agulha contaminada varia de 6% a 30%. Em circunstâncias semelhantes o risco
para o HIV é menor que 1%.
Nem
toda exposição resulta em infecção. O risco de transmissão do HBV e HIV
assim como outros patógenos é influenciado por diversos fatores, incluindo:
1.
tipo de exposição
2.
dose do vírus transferido durante exposição
3.
diferenças de susceptibilidade entre hospedeiros
4.
diferenças e variações no processo de infecção no indivíduo
contaminado
5.
númeor de exposições
O
objetivo dos procedimentos de controle de infecção é o de eliminar a transferência
de microorganismos. Isto é obtido através de diversas maneiras:
1.
uso de equipamento de proteção individual
2.
imunizações
3.
desinfecção e esterilização de superficies e equipamentos.
Imunizações
A
hepatite B significa o maior dos riscos à saúde do pessoal envolvido na área
de saúde, em especial ao dentista e sua equipe. Estudos do CDC – EUA mostram
que 24% de cirurgiões, 17% de protesistas , 16% de clínicos gerais e 13% do
pessoal auxiliar estão contaminados pelo HBV. Devido ao grande risco de
contaminação pelo HBV é extremamante indicado a imunização contra este vírus.
Existem dois tipos de vacinas no mercado: A primeira desenvolvida em 1982,
deriva do plasma do vírus. A segunda desenvolvida em 1986, é um recombinante
de DNA. Ambas são consideradas seguras e não mostram efeitos colaterais
significativos.
Da
mesma forma, imunização para sarampo, rubéula, tétano, poliomielite e
caxumba também são recomendadas se o profissional ou equipe nunca desenvolveu
nenhuma das anteriores.
Apesar
das vacinas desempenharem importante papel no processo de controle de infecção
não podemos esquecer que existem moléstias para as quais não existe ainda uma
forma de imunização como o HIV e Hepatite B18.
História
Médica Passada e Medidas Universais de Controle de Infecção
A
história médica passada é de extrema importância para todos os casos que se
faz necessário pré-medicação, assim como auxiliar de diagnóstico e plano de
tratamento. Entretanto, não se pode confiar plenamente nas informações
colhidas junto ao paciente, haja vista que muitas vezes este não sabe ou não
informa sua atual condição de saúde.
Testes
laboratoriais também não são eficientes em todos os casos, pois para algumas
infecções existe um espaço de tempo que pode chegar até a algumas semanas,
onde sinais de infecção não são identificados.
Pelo
fato de não podermos identificar todos os pacientes contaminados através de
exames físicos ou laboratoriais, o sangue de todos os pacientes tratados no
consultório odontológico deve ser considerado infectado. Como resultado, todas
as medidas de controle de infecção devem ser aplicadas da mesma forma e com
mesma intensidade para todos os pacientes. A este procedimento dá se o nome de
medidas universais de controle de infecção18.
Lavar
as Mãos
Lavar
as mãos é o procedimento mais importante para impedir a transmissão de
microorganismos de uma pessoa para outra. Toda equipe odontológica deve lavar
suas mãos no começo do dia de trabalho duas vezes consecutivas com água e sabão
por 15 segundos. Durante o dia as mãos devem ser lavadas entre os pacientes,
antes e depois das refeições e em todas as situações em que possa haver
contaminação.
As
mãos também devem ser lavadas antes e depois do uso de luvas. Apesar da alta
qualidade das luvas de hoje, devemos sempre contar com microperfurações
causadas durante os procedimentos odontológicos ou defeitos de fábrica. Quando
as luvas se rasgam durante qualquer procedimento, as mão devem ser lavadas
antes da colocação de novas.
Ao
final do dia de trabalho as mãos devem ser bem lavadas para evitar o transporte
de microorganismos para outros ambientes.
Quando
de procedimentos cirúrgicos as mãos, braços e cotovelos devem ser escovados
utilizando-se sabonete antimicrobiano por 5 minutos. Após a lavagem as mãos
devem ser secas em papel descartável estéril.
Os
sabonetes líquidos são preferíveis pois ao contrário dos sabonetes em barras
dificilmente são contaminados. Especial atenção deve ser dada ao dispositivo
que libera o sabão de seu frasco. Este deve ser ativado pelos braços ou
pedais.
É
muito importante conhecer a qualidade da flora microbiana das mãos. Existe a
flora residente, que vive e se multiplica na pele e a transitória, composta de
microorganismos transitórios e recentes que sobrevivem na pele por pouco tempo.
A flora transitória pode muitas vezes conter patógenos tais como o HBV muitas
vezes adquirido de pacientes contaminados. A maioria dos microorganismos da
flora residente não é muito nociva e não implica em infecções diferentes
daquelas da pele. Entretanto, algumas vezes estes podem causar infecções mais
sérias, principalmente em pacientes que sofreram intervenções cirúrgicas
onde um solução de continuidade é estabelecida ou em pacientes
imunosuprimidos.
A
lavagem das mãos por 15 segundos parece ser efetiva na remoção dos
microorganismos da flora residente e transitória das camadas mais superficiais
da pele. Para uma lavagem mais efetiva, sabonetes germicidas mais potentes devem
ser utilizados18.
Luvas
Luvas
devem ser utilizadas sempre que houver contato com sangue, saliva, mucosas ou
objetos contaminados pelos anteriores. Existe risco para dentistas e pacientes
quando luvas não são vestidas. Mãos sem luvas devem ser o caminho pelo qual
muitos dentistas se contaminaram pelo HBV nos últimos anos. A transmissão do
dentista para o paciente também já foi documentada, tanto para o HBV como para
o vírus do herpes.
Diferentes
luvas devem ser utilizads para os diferentes procedimentos. Existem três
categorias de luvas:
Luvas
de látex (estéreis ou não estéreis)
Luvas
de vinil (estéreis ou não estéreis)
Luvas
de procedimento/lavagem
De
maneira geral não existem diferenças entre as luvas de látex ou de vinil no
que diz respeito à proteção oferecida. Muitas vezes servem como uma
alternativa para aqueles profissionais alérgicos ao látex ou vinil. Luvas estéreis
são recomendadas para procedimentos cirúrgicos. Luvas não estéreis podem ser
utilizadas durante os demais procedimentos odontológicos.
As
luvas devem sempre ser trocadas entre pacientes, nunca podendo ser lavadas ou
reutilizadas.
As
luvas de procedimento/lavagem são em geral mais grossas e são utilizadas para
lavar instrumentos e na desinfecção de objetos contaminados. Ao contrário das
luvas para atendimento, as luvas de procedimento podem ser lavadas e
reutilizadas, devendo ser trocadas quando começarem a ficar gastas.
Máscaras
Devem
ser utilizadas para proteger a mucosa da boca e nariz contra goticulas de saliva
ou sangue produzidas pelas turbinas durante o tratamento odontológico. Muitos
estudos mostram que as gotículas produzidas pelos motores contém diversos
microorganismos. Os profissionais envolvidos devem identificar quais os
procedimentos que causam estas gotículas para se protegerem adequadamente.
Quando
usar máscars:
1.
Ajuste a firmemente sobre a face
2.
Troque-a entre pacientes
3.
Remova-a assim que terminar o procedimento. Não deixe-a pendurada no
pescoço.
4.
Quando removê-la, pegue pelos elasticos ou “cordinhas”. Nunca pegue
a máscara pelo lado contaminado
Óculos
de Proteção
Devem
ser utilizados para proteger a mucosa dos olhos contra saliva, sangue e qualquer
resíduos. A contaminação por HBV ou hérpes é documentadas e deve ser levada
a sério. O tipo de proteção deve corresponder ao procedimento feito. Quando
da remoção de restaurações por exemplo, óculos de proteção mais
resistentes devem ser utilizados.
Vestimentas
Jalecos
ou vestimentas apropriadas devem ser utilizadas para proteger de sangue, saliva
e detritos. Da mesma forma que máscara e óculos de proteção, o tipo de
vestimenta dependerá do procedimento praticado. As vestimentas consideradas
ideais são aquelas que protegem os braços por inteiro, assim como o pescoço.
Apesar
de não estar envolvida no processo de transmissão ou infecção cruzada, as
vestimentas devem ser trocadas sempre que contaminadas por sangue ou saliva. Por
motivos óbvios é preferível a utilização de vestimentas descartáveis18.
3.
Procedimentos Clínicos
O
Controle de Infecção Durante o Período pré Operatório
O
controle da infecção deve começar durante o período de preparação para o
tratamento clínico com o objetivo de reduzir o risco de transmissão de agentes
infecciosos durante o tratamento dentário.
Procedimentos:
1.
Remova itens desnecessários ao procedimento clínico. A sala deve ser
arrumada de modo a facilitar a limpeza após cada atendimento e isso pode ser
conseguido reduzindo-se o número de itens que podem tornar-se contaminados.
2.
Planeje préviamente os
materiais necessários durante o tratamento visando minimizar a entradade e saída
das salas, busca de mais itens e troca e luvas.
3.
Utilize itens descartáveis se possível, isso faz ganhar tempo durante a
limpeza e descontaminação.
4.
Use bandejas previamente preparadas evitando buscar itens cada vez que se
começa um procedimento.
5.
Use brocas esterilizadas e individualizadas para cada procedimento,
eliminando assim a colocação de brocas desnecessárias, ajudando a eliminar a
contaminação e tornando mais fácil a limpeza.
6.
Se indicado, tenha lençol de borracha sobre a bandeja, bem como todos os
itens necessários a sua rápida colocação.
7.
Identifique os itens que se tornarão contaminados durante o tratamento,
decidindo assim se será usada uma barreira para prevenir a contaminação das
superfícies dos itens, ou se estes serão desinfetados após o procedimento.
8.
Coloque as radiografias de maneira visível e faça a revisão das anotações
antes do início da tratamento. As anotações devem ser colocadas fora da sala
operatória para não se tornarem contaminadas. Alguma anotação a mais deve
ser feita antes da colocação das luvas ou após a remoção das mesmas e com
as mãos bem lavadas.
9.
Siga as recomendações do fabricante com relação às mangueiras porque
bacterias podem proliferar ou se acumular nelas.Embora haja risco de infecção
com as mangueiras a magnitude deste risco ainda não é atualmente conhecida.
10.
Prepae o pessoal envolvido no cuidado com o paciente, isto inclui a
utilização de equipamento para proteção individual
Controle
de Infecção durante o Tratamento
As
informações sugeridas até agora ajudarão a reduzir o risco de infecção
cruzada durante os procedimentos. Entretanto, estas são apenas o começo do
processo de controle de infecção. Durante tratamento, existem atitudes
adicionais que devem ser seguidas para tornar o procedimento mais seguro e
reduzir o risco de infecção.
Procedimentos:
1.
Tenha cuidado ao receber, manipular ou passar instrumentos pontiagudos.
Muitos instrumentos podem facilmente perfurrar luvas e pele. A técnica
apropriada consiste em não manter a ponta direcionada para o profissional e
equipe.
2.
Mantenha precauções especiais com seringas e agulhas. As agulhas são
as maiores causadoras de infecção. Elas não devem ser reutilizadas, curvadas,
quebradas ou de qualquer outro modo manipuladas pelas mãos. Mantenha a agulha
encapada após a sua utilização nunca colocando-a na direção do profissional
e equipe.
3.
Use o lençol de borracha sempre que possível para evitar respingos de
sangue e saliva.
4.
Evite tocar interruptores desprotegidos, peças de mão e outros
equipamentos quando as luvas estiverem contaminadas.
5.
Evite mexer em gavetas ou arquivos quando as luvas estiverem
contaminadas.
Controle
de Infecção durante o Período pós Operatório
O
processo de controle de infecção continua depois que o paciente é dispensado.
Apesar da existência de procedimentos pré-clínicos, existem certos passos que
devem ser seguidos após o término do tratamento.
Procedimentos:
1.
Continue usando o equipamento de proteção individual durante a limpeza.
Terminado com o paciente, remova as
luvas, lave bem as mãos e use um par de luvas grossas antes de começar a
limpeza.
2.
Remova todas as barreiras de proteção, incluindo as coberturas dos
interruptores, pontas protetoras de seringa tríplice etc. e colocque-as em
caixas imperveáveis e jogue-as em lixo adequado.
3.
Dispense sangue e fluidos succionados que foram acumulados durante o
tratamento, para saneamento específico. Havendo a coleta através de
recipiente, este deve ser desinfetado com uma solução de hipoclorito de sódio
1/100 durante 10min. e depois exaguado.
4.
Limpe e desinfete todos os itens não protegidos por barreiras, como
superfícies e equipamentos.
5.
Remova a bandeja com todos os instrumentos para uma área de limpeza e
esterilização separada da sala operatória.
6.
Esterilize peças de mão entre pacientes, se possível. Já existem no
mercado canetas autoclavaveis.
7.
Manipule itens perfuro-cortantes usando luvas grossas, evitando se
perfurar com as pontas ativas, mantendo a mão longe de instrumentos rotatórios,
colocando agulhas apropriadamente, não fazendo movimentos bruscos e usando a técnica
adequada de passar estes instrumentos para outras pessoas.
8.
Remova equipamento de proteção pessoal
4.
Esterilização e Desinfecção
Descontaminação
é o princípio básico para tornar seguro o uso do instrumental no ambiente
odontológico. A limpeza, esterilização e desinfecção são processos de
descontaminação que diferem entre sí quanto ao número e tipo de
microorganismos que são mortos. Abaixo descreveremos cada um destes processos19.
Banho
de Desinfecção ou pré Limpeza
Tem
como objetivo evitar a secagem dos flúidos corpóreos aderidos ao instrumental,
iniciar a dissolução ou amolecimento dos resíduos organicos e a destruição
microbiana. Após a sua utilização, o instrumental deve ser imerso em
desinfetante do tipo formaldeído, glutaraldeído ou fenol durante 30 minutos19.
Limpeza
O
processo de limpeza remove o material orgânico, como sangue e saliva
acumulados, que se presentes nos instrumentos, prolongam o tempo necessário
para a esterilização, podendo até mesmo inviabilizá-la, isolando os
microorgansmos do agente esterilizante.
A
escovação manual é o método mais simples e barato, utilizando-se uma solução
com detergente. O ultra-som proporciona a mais segura limpeza. Durante a
limpeza, visando proteger as mãos contra eventuais lesões, devem ser
utilizadas luvas grossas de borracha20.
Esterilização
É
o método pelo qual todas as formas de microorganismos são destruidas. A
conduta básica para o controle de infecção é: “Não desinfetar quando se
pode esterilizar”20.
Os
métodos disponíveis de esterilização no consultório são:
1.
Vapor d'água sob pressão (autoclave)
Para
sua utilização é recomendada a pressão de 1 atm a uma temperatura de 121oC,
durante 20 minutos. Os instrumentos podem ser empacotados em papel, tecido ou
recipientes específicos, e o aparelho não deve ser sobrecarregado com material19.
2.
Calor seco prolongado (forno/estufa)
A
relação a ser utilizada entre tempo e a temperatura é variável, sendo
recomendada a temperatura de 160oC durante 120 minutos, ou 170oC
durante 90 minutos; temperaturas acima de 180oC não são
recomendadas pela possibilidade de causar alterações nas ligas metálicas,
principalmente nos pontos de solda.
O
aparelho não deve ser sobrecarregado com material para que o calor circule
adequadamente. O termostato deve alcançar a temperatura correta, então o
material é colocado e quando a temperatura estiver estabilizada o tempo é
contado. Se a porta da estufa for aberta durante o ciclo, volta-se a contar o
tempo. Os instrumentos podem ser empacotados em papel ou caixas metálicas19.
3.
Líquidos esterilizantes
Os
itens que não podem ser repetidamente submetidos ao processo de esterilização
pelo calor e que não são descartáveis, tem no glutaraldeído a 2% ou a 3,2% a
melhor alternativa como esterilizante, devendo o instrumento permanecer em
contato com o produto por 10 horas, e durante 30 minutos quando o objetivo for a
desinfecção. Antes do uso, o instrumento deve ser lavado para remoção do
desinfetante, em água destilida estéril ou álcool19.
Ao
esterilizar qualquer instrumental, deve se lembrar que:
Todo
material estéril deve ser manipulado com pinça cujas pontas ativas devem
permanecer mergulhadas em solução esterilizante, que deve ser renovada
frequentemente.
Os
métodos de esterilização pelo calor (seco ou húmido) são preferíveis.
Testes
químicos devem ser realizados para comprovar a efetividade do processo.
Instrumentos
estéreis não devem ser guardados em gavetas sem estarem devidamente
empacotados
Bandejas
necessitam ser submetidas à esterilização e trocadas a cada paciente
atendido.
Desinfecção
É
a destruição da maioria dos microorganismos, mas não necessariamente todos,
especialmente os esporos bacterianos. Corresponde apenas à destruição das
formas patogênicas. Existem três níveis de desinfecção20:
1.
Baixo: Proporciona a menor atividade microbiana sendo portanto o menos
efetivo dos processos de desinfecção.
2.
Intermediário: É o processo que destroi mycobacterium
tuberculosis. Inativa também o vírus da Hepatite B e AIDS.
3.
Alto: É o processo que destroi alguns esporos bacterianos. Algumas
destas substâncias podem até fazer esterilização se o tempo de imersão for
prolongado.
De
acordo com o uso, os desinfetantes podem ser subdivididos em:
De
superfície
Para
tratar armários, prateleiras, equipo etc. É realizado por meio de um spray ou
pela fricção da solução na superfície19. São eles:
1.
Compostos Clorados
Hipoclorito
de sódio de 0,05% a 0,5%. É bactericida, viruscida e tuberculicida. Por ser
instável deve ser preparado diariamente. É corrosivo para metais, irrita a
pele e desroi tecidos. Faz desinfecção em 10 minutos.
2.
Iodóforos
O
mais conhecido é o PVPI associado com polivinil-pirrolidona (PVP). São
bactericidas, tuberculicidas e viruscida. Desinfetam em 10 minutos. Podem ser
usados em mucosas e como antiséptico para as mãos. São excelentes agentes de
limpeza e desinfecção apresentando também efeito residual.
3.
Compostos Fenólicos
São
soluções contendo dois ou mais agentes fenólicos. São tuberculicidas e fazem
a desinfecção em 10 minutos. Podem penetrar na pele intacta causando dano
tecidual local, devendo ser utilizado com luvas.
De
imersão
Utilizados
para imersão de instrumentos, materiais plásticos etc. Os itens a serem
desinfetados ou esterilizados devem permanecer submersos pelo tempo indicado
para cada processo.
1.
Glutaraldeído a 2%
Faz
desinfecção em 30 minutos com atividade bactericida, viruscida e tuberculicida.
Pode causar irritação tecidual grave, devendo ser manipulado com luvas.
2.
Formaldeído
Faz
desinfecção em 30 minutos com atividade bactericida, viruscida e tuberculicida.
Em concentrações inferiores a 4%, independente o tempo de contato, não faz
esterilização.
5.
Instrumentos no Consultório
A
escolha do procedimento de esterilização ou desinfecção deve ser baseada no
instrumento a ser descontaminado19:
Material
Crítico
Instrumentos
que penetram tecido ou tocam osso. Devem ser esterilizados. Exemplo: fórceps,
sonda periodontal, bisturi e outros.
Materiais
Semi-Críticos
Tocam
membranas mucosas mas não penetram tecido ou tocam osso. Devem ser
esterilizados, se não forem danificados pelo calor. O sendo, escolhe-se a
desinfeccção de alto nível. Exemplo: condensadores, espelho, porta-matriz e
etc.
Material
não Crítico
Instrumentos
e superfícies que tocam somente pele intacta. A desinfecção pode ser de nível
baixo ou intermediário, neste caso a escolha dependerá da contaminação com
sangue. Exemplos: Óculos, pisos e cadeira.
Cuidados
com Peças de Mão, Pontas Ultra-sônicas e Unidades Odontológicas
Estes
itens são considerados semi-críticos sendo recomendavel a sua esterilização
como rotina após utilização individual. Para peças de mão que não podem
ser esterilizadas são recomendados os seguintes procedimentos de limpeza e
desinfecção20:
1.
Esfregue as peças externamente com sabão ou detergente
2.
Borrife a peça de mão com um desinfetante de nível hospitalar.
Exemplo: Iodóforo.
3.
Enrole a peça de mão com material plástico impermeável saturado com o
desinfetante durante o intervalo especificado pelo fabricante.
4.
Em seguida o plástico deve ser removido e as peças enxaguadas e secadas
para a remoção do excesso de desinfetante, que poderia irritar a pele e mucosa
do paciente.
5.
Como cuidado extra, recomenda-se envolver as canetas de alta e baixa rotação,
seringa tríplice, e o cabo de aparelho de proflaxia com folha de pvc e estas
coberturas devem ser tratadas a cada paciente
Equipos
dentários que possuem válvulas de retração aspiram para o interior da tubulação
de água cerca de 0,9ml de uma mistura de detritos dentários, saliva e água
contaminada por microorganismos cada vez que o pedal é desacionado. Para evitar
este incidente, recomenda-se após cada paciente colocar a peça de mão e
outros componentes que são conectados à tubulação de água em movimento por
no mínimo 30 segundos, no interior de uma pia ou cuspideira para eliminar o líquido
as pirado. Isto deve ser realizado também no início do dia para reduzir onúmero
de bactérias acumuladas na tubulação de um dia para o outro20.
Para
superfíies que não podem ser descontaminadas facilmente, indica-se o uso de
coberturas descartáveis, principalmente para alças de foco de luz,
interruptores e tubo de raio X.
A
cobertura deve ser de material impermeável e descartada após atendimento de
cada paciente, podendo ser usadas folhas de alumínio, capas plásticas e filmes
plásticos de pvc. O uso adequado destas coberturas segue os seguintes passos:
1.
Colocação da cobertura com luvas.
2.
Após o uso remoção da cobertura utilizada com luvas grossas de
borracha.
Colocação
de nova cobertura limpa.
Materiais
de Impressão
Apesar
de muitas pesquisas serem direcionadas ao efeito dos desinfetantes sobre
materiais de impressão, muitas questões ainda são controvertidas.
Comumente
essa desinfecção é realizada pela imersão em substâncias desinfetantes ou
utilização destes mesmos produtos na forma de spray. Antes da desinfecção as
impressões devem ser lavadas para remover depósitos de placa saliva ou sangue.
Polissulfetos
e siliconas
São
hidrofóbicos e suportam a imersão sem ter a fidelidade dos detalhes afetada,
podendo ser imersa em iodóforos, compostos clorados, glutaraldeído a 2% ou
compostos fenóliocos por no mínimo 10 minutos e depois então lavados e
vazados.
Poliéter
Estas
impressões podem ser adversamente afetadas pelo processo de desinfecção.
Recomenda-se o uso de spray, de preferência um composto clorado por no máximo
10 minutos. Após a aplicação do spray, a moldagem deve ser selada dentro de
uma embalagem impermeável.
Hidrocolóides
(reversíveis e irreversíveis)
Ainda
não se chegou a nenhum consenso, pois estas impressões são hidrofílicas como
o poliéter e sofrem embebição. O spray neste caso é preferível à imersão.
Os iodóforos são os agentes de escolha para este caso, sendo utilizado o mesmo
procedimento descrito para poliéter. Em estudos promovidos com este material
alguns autores sugerem a imersão da moldagem em solução de Cidex (Johnson) ou
Virex (Johnson) por 10 minutos. Alteração dimensional significativa não seria
constatada21.
Gesso
Os
modelos de gesso geram controvérsias, sendo de consciencia geral que deve se
dar preferncia a desinfecção da
impressão. Os desinfetantes que já foram utilizados para o gesso mostraram
alterações dimensionais e diminuição de resistência à compressão, com
excessão do hipoclorito de sódio
Próteses
fixas contendo metais e porcelanas
Devem
ser desinfetadas pela técnica de imersão em glutaraldeído ou iodóforos por
30 minutos. Nas próteses contendo resina ou porcelana ou metal e resina, é
indicada a utilização de iodóforos por 30 minutos.
6.
Avaliação da compreensão de Controle de Infecção
1.
O principal objetivo no controle de infecção é o de minimizar ou eliminar
a transferência de microorganismos patogênicos.
V ( ) F ( )
2.
O termo "precauções universais de controle de infecção" significa que, o sangue
e saliva de qualquer paciente deve ser considerado como infectado.
V ( ) F ( )
3. Muitos indivíduos que são portadores do vírus HBV não sabem que
estão infectados.
V ( ) F ( )
4. Na manhã, antes de começar o atendimento, as mão devem ser lavadas
duas vezes por 15 segundos cada. .
V ( ) F ( )
5. Luvas estéreis devem ser utilizadas para todos os procedimentos
odontológicos.
V ( ) F ( )
6. O microorganismos da mão do profissional mais prováveis de ser causa
de infecção em pacientes são:
a) indígena b)permanente ou c) transitórios.
7.
O histórico médico é um mecanismo adequado para identificar indivíduos que
têm uma doença infecto-contagiosa.
V ( ) F ( )
8.
O histórico médico é o primeiro passo no processo de controle de infecção.
V ( ) F ( )
9.
Lavar as luvas entre o atendimento de pacientes é um procedimento aceitável.
V ( ) F ( )
10.
Indivíduos variam quanto a susceptibilidade de serem infectados para cada
agente infectante.
V ( ) F ( )
11.
O contato com sangue é o único meio de transmissão do HIV em casos de doença
ocupacional.
V ( ) F ( )
12.
O vírus da hepatite B é atualmente o de maior risco de infecção para a equipe
odontológica.
V ( ) F ( )
13.
Máscaras devem ser usadas apenas quando o paciente é capaz de contaminar o
profissional.
V ( ) F ( )
14. As mão devem ser lavadas após o uso de luvas.
V ( ) F ( )
15. A ADA recomenda que a equipe odontológica seja imunizada para hepatite
B.
V ( ) F ( )
16.
As máscaras devem ser trocadas a cada paciente.
V ( ) F ( )
17.
Não existe nenhum efeito colateral associado à imunização para hepatite B.
V ( ) F ( )
18.
Pela manhã, instrumentos que permaneceram em soluções esterelizantes, devem
ser lavados por três minutos antecedendo seu uso.
V ( ) F ( )
19.
Quando passando instrumentos afiados, a técnica correta é a de passar o instrumento
sem que a face ativa esteja apontada para o dentista ou seu auxiliar.
V ( ) F ( )
20. O uso do dique de borracha tem pouco valor no que diz respeito
ao controle de infecção.
V ( ) F ( )
21. Equipamentos de proteção individual devem ser utilizado durante
a limpeza, após a saída do paciente.
V ( ) F ( )
22. Os recipientes de coleta de flúidos não neccesitam ser esterilizados
haja vista que não entram em contato com o paciente.
V ( ) F ( )
23.
Turbinas devem ser esterilizadas (ou desinfectadas se não for possível a esterilização)
entre pacientes.
V ( ) F ( )
24.
O termo desinfectante é utilizado para o agente que elimina todas as formas
de microorganismos.
V ( ) F ( )
25.
Um agente químico para níveis intermediários de desinfecção no consultório
deve ser registrado pelo governo e ser tuberculocida.
V ( ) F ( )
26.
Um agente químico utilizado para níveis máximos de desinfecção deve ser registrado
como esterilizante/desinfetante.
V ( ) F ( )
27.
A efetividade da autoclave deve ser avaliada por monitoramento biológico mensalmente.
V ( ) F ( )
28.
Não existe procedimento de monitoramento biológico para soluções esterilizantes.
V ( ) F ( )
29.
Esterilização por meios líquidos é o método de escolha preferido.
V ( ) F ( )
30.
Por causa do poder bactericida e virucida dos métodos esterilizantes e desinfectantes,
os instrumentos não precisam ser lavados antes de serem esterilizados.
V ( ) F ( )
31.
Indicadores de processos podem ser utilizados no lugar do monitoramento biológico
V ( ) F ( )
32.
Qual dos seguintes agentes químicos pode ser utilizado para esterilização
por imersão:
a)glutaraldeido b) iodoforo c) água sanitária.
33.
Em geral, esterilização por calor seco requer temperaturas mais altas do que
a esterilização com vapor.
V ( ) F ( )
34.
Quando o gás etileno é utilizado após a esterilização, 24 horas são necessárias
para que o gás dissipe de instrumentos porosos.
V ( ) F ( )
Para
cada uma das seguintes escolha entre
a)esterilização b) desinfecção e c) lavar
35.
Instrumentos críticos ( )
36.
Instrumentos semi-críticos ( )
37.
Instrumentos não críticos ( )
38.
Pele, paredes e chão ( )
39.
Proteger superfícies passíveis de contaminação ou apenas desinfetá-las após
o atendimento de cada paciente é uma questão de preferência pesoal.
V ( ) F ( )
40.
Esterilização é o método que mata todas as formas de microorganismos e algumas
formas de esporos.
V ( ) F ( )
41.
Dentaduras totais podem ser desinfectadas em casa pelo paciente com água sanitária.
V ( ) F ( )
42.
De uma maneira geral é importante desinfetar próteses antes de mandá-las para
o laboratório.
V ( ) F ( )
7.
Referencias Bibliográficas
1. Baumann, M.A. -Protective gloves. Int-Dent-J. 42 (3): 170-80, Jun, 1992.
2. Butters, J.M.; Hutchinson, R.A. et al. -A dental school's experience with
the death of an HIV seropositive faculty member. J-Dent-Educ. 58 (1): 19-25,
Jan, 1994.
3. Chenoweth, N.; Mayberry, W.; Tishk, M. et al. -Barrier techniques to infection:
a national survey of pediatric dentists. 12 (3): 147-51, May-Jun, 1990.
4. Epstein, J.B.; Mathias, R.G.; Gibson, G.B. -Survey to assess dental practioner's
knowledge of infectios disease. J-Can-Dent-Assoc. 61 (6): 519-25, Jun, 1995.
5.
Ferreira, S.M.S -Conhecimentos, atitudes e procedimentos dos estudantes de
odontologia da UFRJ em relação à SIDA/AIDS, Hepatite B e normas de controle
de infecções. 1992
6. Gilbert, A.D.; Nuttal N.M. -Kowledge of the humanimunodeficiency virus among
final year dental students. J-Dent. 22 (4): 229-35, Aug ,1994.
7. Hardie, J. -The attitudes and concerns of Canadian dental health care workers
toward infection control and the treatment of AIDS patients. J-Can-Dent-Assoc.
58 (2): 131-8, Feb, 1992.
8. Hellgren, K. -Use of gloves among dentists in Sweden--a 3 year follow-up study.
Swed-Dent-J. 18 (1-2): 9-14, 1994.
9. Humphris, G.M.; Morrison, T.; Horne, L. -Perception of risk of HIV infection
from regular attenders to an industrial dental service. Br-Dent-J. 174 (10):371-8,
May, 1993.
10. Jones, D.L.; Rankin, K.V.; Rees, T.D. -Factors that affect patient attitudes
toward infection control measures. 55 (11): 717-23, Nov, 1991.
11. Littleton, P.A. Jr.; Kohn, W.G. -Dental public health and infection control
in industrialized and developing countries. Int-Dent-J. 41 (6):341-7, Dec,
1991.
12. McCartan, B.E.; Samaranayake, L.P. -Oral care of HIV infected patients: the
knowledge and attitudes of irish dentists. J-Ir-Dent-Assoc. 37 (2): 41-3,
1991.
13. Neidle, E.A. -Infectious disease in dental practice--professional opportunities
and obligations. J-Am-Coll-Dent. 61 (1): 12-7, Spring, 1994.
14. Rankin, K.V.; Jones, D.L.; Rees, T.D. -Attitudes of dental practioners and
dental students toward AIDS patients and infection control. Am-J-Dent. 6 (1):
22-6, Feb, 1993.
15. Raybold, T.P. -HIV infection / AIDS: a clinician's perspective. J-Tenn-Dent-Assoc.
73 (3):11-5, Jul, 1993.
16. Sadowsky, D.; Kunzel, C. -Increasing knowledge of AIDS/HIV infection through
continuing education. N-Y-State-Dent-J. 58 (1), Jan, 1992.
17. Treasure, P.; Treasure, E.T. -Survey of infection control procedures in New
Zealand practices. Int-Dent-J. 44 (4): 342-8, Aug, 1994.
18. Adelson, R., Burton, J., Furman, L., Infection Control in the Dental Environment.
U.S. Dept of Health and Human Services, CDC, Atlanta, Georgia, 1985.
19. Cardoso, A., Junior, A., Ferreira, S., Costa, C. AIDS, Manual sobre manifestações
bucais e controle de infecção. Caderno de Saúde Bucal 3. Rede CEDROS 1993.
20. Junior, A. Ferreira, S. Doenças virais e controle de infecção no ambiente
de trabalho odontológico. Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro,
1994.
21. Miranda, L.A., Samuel S.M.V. Avaliação da estabilidade dimensional do
alginato após tratamento com desinfetante. XII Reunião anual da SBPqO, Abstract
260, 1997.
Respostas
para as questões do teste avaliativo:
1 V
2 V
3 V
4 V
5 F
6 C
7 F
8 V
9 F
10 V
11 V
12 V
13 F
14 V
15 V
16 V
17 V
18 V
19 V
20 F
21 V
22 F
23 V
24 F
25 V
26 V
27 V
28 V
29 F
30 F
31 V
32 A
33 V
34 V
35 A
36 A
37 B
38 B
39 V
40 F
41 F
42 F
Data de Publicação do Artigo:11 de Março de 2002
|